A transcendência divina é antes de tudo a distinção radical entre Deus e a criação, fundamentada por Fílon na mensagem de Moisés, e implica a crítica de toda forma de idolatria.
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Em De Congressu, 133–34, lê-se: “Grande é realmente a profissão do fundador desta tribo. Ele tem a coragem de dizer: só a Deus devo honrar, não a nada que esteja abaixo de Deus — nem a terra nem o mar nem os rios, nem o domínio do ar, nem as mudanças dos ventos e das estações, nem os vários tipos de animais e plantas, nem o sol nem a lua nem o exército das estrelas… Uma alma grande e transcendente revela tal declaração, ao elevar-se acima do ser criado, ultrapassar seus limites, apegar-se somente ao Incriado, seguindo as sagradas admoestações… 'O próprio Senhor é sua porção' (Deuteronômio 10:9).”
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Em De Specialibus Legibus I, 13, critica-se os que supuseram que o sol, a lua e os outros astros eram deuses com poderes absolutos e lhes atribuíram a causalidade de todos os eventos.
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Em De Specialibus Legibus I, 30, afirma-se que Deus é uno, artífice e criador de todas as coisas, senhor dos seres criados, pois a estabilidade, a fixidez e o senhorio residem por natureza nele somente.
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Em Quis Heres, 97, a graça peculiar de Abraão é descrita como a passagem da astrologia caldeia — que ensinava que o mundo não era obra de Deus, mas ele próprio Deus — para a adoração do criador do céu.