===== EUCHE =====
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[[tnpl:euche:]] — [[tnpl:oração:]]
Mat 6:5-13: E, quando orardes, não sejais como os hipócritas; pois gostam de orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa. (6) Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará. (7) E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque pensam que pelo seu muito falar serão ouvidos. (8) Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes. (9) Portanto, orai vós deste modo: Pai Nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; (10) venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; (11) o pão nosso de cada dia nos dá hoje; (12) e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores; (13) e não nos deixes entrar em tentação; mas livra-nos do mal. (Porque teu é o reino e o poder, e a glória, para sempre, Amém.)
1Tes 5:17: Orai sem cessar.
==== NT — Referências à Prece de Jesus: ====
Luc 17:11-19: E aconteceu que, indo ele a Jerusalém, passava pela divisa entre a Samária e a Galileia. (12) Ao entrar em certa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez leprosos, os quais pararam de longe, (13) e levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem compaixão de nós! (14) Ele, logo que os viu, disse-lhes: Ide, e mostrai-vos aos sacerdotes. E aconteceu que, enquanto iam, ficaram limpos. (15) Um deles, vendo que fora curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; (16) e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, dando-lhe graças; e este era samaritano. (17) Perguntou, pois, Jesus: Não foram limpos os dez? E os nove, onde estão? (18) Não se achou quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro? (19) E disse-lhe: Levanta-te, e vai; a tua fé te salvou.
Luc 18:35-43: Ora, quando ele ia chegando a Jericó, estava um cego sentado junto do caminho, mendigando. (36) Este, pois, ouvindo passar a multidão, perguntou que era aquilo. (37) Disseram-lhe que Jesus, o Nazareno, ia passando. (38) Então ele se pôs a clamar, dizendo: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim! (39) E os que iam à frente repreendiam-no, para que se calasse; ele, porém, clamava ainda mais: Filho de Davi, tem compaixão de mim! (40) Parou, pois, Jesus, e mandou que lho trouxessem. Tendo ele chegado, perguntou-lhe: (41) Que queres que te faça? Respondeu ele: Senhor, que eu veja. (42) Disse-lhe Jesus: Vê; a tua fé te salvou. (43) Imediatamente recuperou a vista, e o foi seguindo, glorificando a Deus. E todo o povo, vendo isso, dava louvores a Deus.
Mat 20:29-34: Saindo eles de Jericó, seguiu-o uma grande multidão; (30) e eis que Dois Cegos, sentados junto do caminho, ouvindo que Jesus passava, clamaram, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de nós. (31) E a multidão os repreendeu, para que se calassem; eles, porém, clamaram ainda mais alto, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de nós. (32) E Jesus, parando, chamou-os e perguntou: Que quereis que vos faça? (33) Disseram-lhe eles: Senhor, que se nos abram os olhos. (34) E Jesus, movido de compaixão, tocou-lhes os olhos, e imediatamente recuperaram a vista, e o seguiram.
prece ininterrupta = adialeiptos ; prece sem distração = apeirispastos ; Prece de Jesus = Iesou euche ; oração = [[tnpl:proseuche:]]
[[philokalia:philocalie:|Philocalie]]
Prece, oração; monologistos [[tnpl:euche:]] é a prece monológica; Iesou [[tnpl:euche:]], a prece de Jesus.
[[philokalia:philokalia-en|Philokalia]]
A prece de Jesus é a invocação do nome de Jesus, comumente na forma "Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tende piedade de mim", embora existam muitas variantes. Não apenas uma "técnica" ou um "mantra cristão", mas uma oração endereçada à Pessoa de Jesus Cristo, expressando uma fé — [[tnpl:pistis:]] — viva Nele, enquanto Filho de Deus e Salvador.
Evágrio
O demônio — [[tnpl:diabolos:]] ou [[tnpl:daimonion:]] — é terrivelmente invejoso do homem que ora, e emprega todos os meios para lhe fazer falhar em sua meta — [[tnpl:hamartia:]] -. Tratado da Oração
Toda guerra engajada entre nós e os espíritos impuros se dá exclusivamente pela oração espiritual, pois esta lhes é hostil e odiosa, embora salutar e agradável para nós. Practicos
ORAÇÃO DE JESUS
(Iesou [[tnpl:euche:]]): é a invocação do Senhor Jesus, repetida constantemente com os lábios, com a mente e com o coração ou, por graça divina, apenas com o coração, colocando nela o intelecto silenciosamente entregue. A fórmula mais comum é: “Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tem piedade de mim.” Juntamente com alguma técnica que talvez ajude na concentração, ela realmente produz seus frutos, dependendo da fé intensa e plenamente viva em nosso Senhor Jesus. (InterText)
**Raimundo Lulio**
DO NASCIMENTO DO MENINO JESUS (Tradução de Sérgio Alcides e Ronald Polito)
Capítulo II Segunda Dama
Em seguida exclamou Oração:
* Oh, como estou triste e transtornada, porque tantas vezes os homens me pedem que adore Deus (digníssimo de ser adorado: altíssimo pela sua bondade, grandeza e poder, eterno sem mudanças, sapientíssimo na verdade, boníssimo por sua vontade e perfeitíssimo na sua glória), para que, antes da glória eterna, a eles conceda e outorgue em abundância os bens da terra. Grande maravilha é que Deus possa suportar tal coisa de mim, e ainda me deixe viver. Ah, se nunca os homens houvessem conhecido o meu nome, nem eu houvesse jamais tido notícia dos homens!
E isto dizendo, chorou Oração.
Capítulo IX Da Oração
* Adoro — disse Oração — o Menino abençoado, Deus e homem, a sua Divindade, a sua humanidade e todo o bem que há n'Ele, já que a Ele toda adoração, objetiva e finalmente, deve ser endereçada. Adoro n'Ele a soberana bondade, a soberana grandeza e todas as demais qualidades incriadas; e, sendo Ele homem, adoro também essas mesmas qualidades tal como foram criadas; e como todas as coisas foram feitas por Ele, adoro o seu entendimento, e a sua boa vontade adoro, e qualquer outra ação sua; e a Ele ofereço toda a minha inteligência, todo o meu poder e todo o meu agir, e, se mais pudesse, mais diria para a sua glória e a sua honra. Adoro o Menino que há de sofrer a paixão, há de ser sepultado e há de ressuscitar no terceiro dia, e com toda a glória d'Ele adoro também a bem-aventurada Virgem, sua sacratíssima Mãe.
**Dom Columba Marmion**
No que diz respeito ao método, o que ajuda uma alma pode incomodar outra. — A experiência mostra que muitas almas que têm facilidade para conversar de maneira habitual e simples com Deus, colhendo muitos frutos, se sentiriam atormentadas se fossem submetidas a tal ou tal método. Cada alma, portanto, deve examinar-se antes de impor a si mesma o melhor método de conversar com Deus; deve, por um lado, avaliar suas aptidões, suas disposições, seus gostos, suas aspirações, seu modo de vida; procurar conhecer o impulso do Espírito Santo; levar em conta seus progressos na vida espiritual. Deve, por outro lado, ser dócil e responder com generosidade à graça de Cristo e à ação do Espírito Santo. Encontrado o caminho que mais lhe convém, após várias tentativas inevitáveis no início, a alma deve segui-lo fielmente, até que o Espírito Santo a conduza a outro caminho; isso é uma garantia de fecundidade.
Outro ponto, que considero muito importante e que guarda íntima relação com o anterior, é o de não confundir a essência da oração com os métodos (sejam quais forem) dos quais nos servimos para fazê-la. Há almas que chegam a se convencer de que, se não seguirem tal ou tal método, não farão oração; há nisso uma confusão de ideias que pode acarretar graves consequências. Por terem confundido a essência da oração com o uso do método, essas almas não se atrevem a mudá-lo, mesmo quando reconhecem que o que têm lhes serve de obstáculo ou lhes é completamente inútil; ou então, o que ocorre com mais frequência, ao acharem o método incômodo, abandonam-no sem hesitar e, junto com ele, a oração, e isso com grande prejuízo para a sua alma. -Uma coisa é o método e outra a oração: aquele deve variar de acordo com as disposições e necessidades das almas; enquanto esta (quero dizer, a oração comum) deve ser essencialmente sempre a mesma para todas as almas: conversa por meio da qual o coração do filho de Deus se abre diante de seu Pai celestial e o escuta para agradá-lo. O método, sustentando o espírito, ajuda a alma em sua união com Deus; é um meio, mas não deve se tornar um obstáculo. Se tal método ilumina a inteligência, inflama a vontade e a leva a entregar-se às inspirações divinas e a derramar-se intimamente na presença de Deus, será um bom método, mas não deve ser seguido quando contraria realmente a inclinação da alma, quando a agita e a priva de todo progresso na vida espiritual; nem também quando, devido aos progressos da alma, já se torna inútil.
René Guénon: [[trd>guenon:rgai:|APRECIAÇÕES SOBRE A INICIAÇÃO]]
Acabamos de ver que há casos em que a distinção entre os dois domínios, o exotérico e o esotérico, não se apresenta como absolutamente nítida, devido à própria maneira particular como algumas formas tradicionais estão constituídas, o que estabelece uma espécie de continuidade entre um e outro; há outros casos em que essa distinção é perfeitamente clara, e isso ocorre concretamente quando o exotérico assume a forma especificamente religiosa. Para dar um exemplo preciso e bem definido desses últimos casos, consideraremos a diferença que existe entre a prece, na ordem exotérica, e, por outro lado, na ordem esotérica, o que chamaremos de “encantamento”, empregando este termo na falta de outro mais claro, do qual carecem as línguas ocidentais, e reservando-nos o direito de defini-lo exatamente a seguir. Quanto à prece, devemos observar, antes de tudo, que essa palavra, embora na linguagem corrente seja entendida com mais frequência em um sentido muito vago, e embora às vezes chegue a ser tomada como sinônimo do termo “oração” em toda a sua generalidade, pensamos que convém manter ou atribuir-lhe o significado muito mais especial e restrito que possui por sua própria etimologia, uma vez que a palavra “plegaria” significa propriamente e exclusivamente “petição” e não pode ser empregada sem abuso para designar outra coisa; assim, será necessário não esquecer que é neste único sentido que a entenderemos no decorrer das considerações que se seguirão. A PLEGARIA E O ENCANTAMENTO
[[trd>guenon:rgire:|INICIAÇÃO E REALIZAÇÃO ESPIRITUAL]]
...é apenas para obter algumas vantagens de ordem individual que os membros de uma coletividade podem utilizar a força sutil de que esta dispõe, respeitando as regras estabelecidas para esse fim pela coletividade em questão; e, mesmo que, para a obtenção dessas vantagens, haja também a intervenção de uma influência espiritual, como ocorre concretamente em um caso como o das coletividades religiosas, essa influência espiritual, ao não atuar então em seu próprio domínio, que é de ordem supraindividual, deve ser considerada, assim como já dissemos igualmente, como “descendo” ao domínio individual e exercendo nele sua ação por meio da força coletiva na qual encontra seu ponto de apoio. É por isso que a oração, conscientemente ou não, dirige-se de maneira mais imediata à entidade coletiva, e somente por intermédio desta se dirige também à influência espiritual que atua por meio dela; as condições impostas à sua eficácia pela organização religiosa não poderiam ser explicadas de outra forma. INFLUÊNCIAS ESPIRITUAIS E «EGREGORES»
Ananda Coomaraswamy: [[trd>akc:akcmeta:|ARTIGOS SELETOS DE METAFÍSICA]]
Ninguém negará que o campo de batalha no qual a psicomaquia deve ser travada até o fim está dentro de vós, ou que onde Cristo combate também deve estar seu inimigo, o Anticristo. Nem ninguém, deixando de lado a “superstição”, pretenderá que as Tentações de Santo Antônio, tal como são retratadas na arte, possam ser consideradas de outra forma senão como “projeções” das tensões interiores. Da mesma forma que o “Guernica” de Picasso é o espelho da alma desintegrada da Europa, “o inferno da existência moderna”, os chifres e a coroa do Diabo são uma imagem da pior besta no próprio homem. Muitas vezes foi dito pelos “Antigos, nunca suficientemente venerados”, assim como por alguns autores modernos, que “o homem é seu pior inimigo”. Por outro lado, o melhor dom pelo qual um homem pode orar é estar “em paz consigo mesmo”; e, certamente, enquanto não estiver em paz consigo mesmo, dificilmente poderá estar em paz com mais ninguém, mas “projetará” suas próprias desordens, fazendo do “inimigo” — por exemplo, a Alemanha, ou a Rússia, ou os judeus — seu “diabo”. “De onde vêm as guerras e as lutas entre vós? Não vêm daqui, dos vossos apetites (prazeres ou desejos, sânscrito kâmâh) que se disputam nos vossos membros?” (Tiago 4:1). Quem é “Satanás” e “onde está o inferno”?
**Gershom Scholem**
Excertos de "A Origem da Qabbalah"
Por outro lado, as poucas passagens do Bahir que se referem ao misticismo da oração sugerem uma relação mais específica com o hassidismo alemão. De acordo com a própria tradição deste último, essas doutrinas vieram do Oriente. Vimos anteriormente, ao analisarmos os vestígios do Raza rabba, que havia desenvolvimentos nessa direção que, de fato, já eram observados nesse livro. Mas somente entre os hassidim o misticismo da oração foi desenvolvido de forma consistente. As palavras das orações litúrgicas comuns estão repletas de alusões e referências secretas aos nomes dos anjos e à própria divindade, sobre os quais medita (de formas que não nos são claras) a pessoa que ora, ou que implicam um efeito mágico da oração. No Bahir, a oração já está ligada à concentração meditativa nas sefirot ou poderes de Deus. A imersão mística na Merkaba, de acordo com o novo significado que o antigo conceito adquire aqui, é como uma oração que atravessa evidentemente as mesmas esferas ou que se dirige para elas. Talvez seja este o espírito com o qual, nas seções 46-49, a oração de Habacuque (começando em 3,1) é interpretada como uma oração mística. Esta atravessa os «lugares» místicos e busca compreender a unidade de Deus na diversidade de suas obras, que são efeitos de seus atos (os eons?; vide [[tnpl:aion:]]) (seção 48). A isso corresponde, nas seções 77 e 83, a “unificação” do Nome de Deus em seus poderes, cujos símbolos se encontram na oração do Shemá (Deuteronômio 6,4). Aqui considera-se que a oração é, segundo a antiga concepção talmúdica, como um substituto do serviço sacrificial. Seu sentido é o mesmo: proclamar a unidade dos “poderes” em Deus ou realizá-la por meio da meditação.
[[litt>lewis:|C.S.Lewis]]: [[litt>lewis:carta-4|CARTAS DO INFERNO — CARTA IV]]