===== 2 ===== //DA ELEIÇÃO E DA GRAÇA// ** Do Princípio do Verbo de Deus Eterno e Falante, e da Manifestação da Potência Divina, assim como da Natureza e das Diferentes Qualidades e Propriedades ** * A inteligência da criatura reside no verbo formado e manifestado, o que a leva a projetar na divindade uma imagem corpórea e afecções polarizadas entre o bem e o mal. * Faculdade criaturial de conceber ideias e imagens combinadas. * Crença errônea da razão de que Deus possa se encolerizar ou integrar-se em qualidades duais. * Suposição da razão decaída de que existiria uma deliberação eterna ou escolha prévia de eleição divina sobre o destino da criatura. * Imaginação de um sentimento vindicativo divino para manifestar amor e misericórdia nos eleitos por meio da ira. * Constatação de que a ira divina manifesta a glória e a majestade assim como o fogo manifesta a luz. * A incapacidade da razão humana após a queda impede a compreensão exata da vontade de Deus e da distinção entre o verbo manifestado e a criatura. * Impossibilidade de uma manifestação eterna e sem limites caso Deus tivesse deliberado ou tomado conselho em si mesmo. * Necessidade de um começo temporal e de um objeto prévio para que uma deliberação ocorresse na Trindade. * Exigência teórica de ideias, pensamentos e imagens impressas na divindade para julgar a própria operação. * O Deus único constitui o primeiro princípio absoluto de todas as coisas, o que torna conceitualmente impossível qualquer processo de deliberação interna. * Definição de Deus como o olhar de si mesmo, o aspecto de todos os seres e a causa de toda essência. * Origem da natureza e da criatura na qualidade una e primeira da divindade. * Ausência de inimigos contrários, de anterioridade ou de posterioridade em relação ao Ser Supremo. * Caracterização de Deus como o único que é, existe, quer, pode e aperfeiçoa. * A imutabilidade do Ser Divino exclui o pensamento deliberativo, pois a vontade eterna opera continuamente o próprio engendramento trinitário. * Identificação de Deus como o olho de quem vê e o princípio dos seres. * Engendramento contínuo em Pai, Filho e Espírito Santo na Sabedoria infinita da contemplação. * Ausência de desejos ou deliberações adicionais na vontade única e sem fundo fora desse engendramento. * Limitação do querer divino à própria totalidade, visto que desejar algo além implicaria uma falta de onipotência para realizá-lo. * Identificação absoluta de Deus com tudo o que foi querido por ele de toda a eternidade. * Unidade indissolúvel que impede a contrariedade interna e a necessidade de mediação para disputas. * Os seres derivados do princípio eterno possuem individualidade e vontade próprias, mas geram desarmonia quando se desviam da harmonia universal. * Nascimento e existência de cada ser como uma entidade individual com natureza própria. * Autonomia da vontade individual sem elementos anteriores que a possam romper ou cessar. * Produção de divisão e desarmonia quando a vontade própria entra em uma concentração alheia ao primeiro princípio. * Definição da queda de Satanás e da alma humana como um desligamento da vontade divina universal para se dobrar sobre o próprio desejo criaturial. * Necessidade de analisar a causa principal que origina o desvio da criatura. * A diferenciação das potências divinas em qualidades e propriedades constitui a condição indispensável para a existência da natureza e das criaturas. * Inexistência de anjos, criaturas, natureza ou propriedades sem a introdução das potências na divisão. * Permanência do Deus uno, invisível e incompreensível em sua própria tranquilidade e Sabedoria caso não houvesse separação. * Unidade absoluta de todos os seres em um único ser sem distinções. * Ausência de essências ou existências nesse estado ideal, restando apenas um delícia e uma alegria perfeita na Sabedoria eterna. * O exame das escrituras sagradas e da manifestação nas coisas criadas revela o fundamento verdadeiro da realidade divina. * Citação do texto de João 1:1—3: No começo era o Verbo, e o Verbo estava perto de Deus e Deus era o Verbo. * Continuação da citação: Ele estava no começo perto de Deus. * Conclusão da citação de João: Todas as coisas são feitas por ele, e, sem ele, nada é feito de o que é feito. * O conceito de começo designa a concentração eterna da vontade insondável no espaço infinito para gerar a essência e a sensibilidade do Espírito. * Concentração da vontade sem fundo para encontrar um fundo e formar a essência divina. * Introdução em potência e progressão da potência no Espírito. * Modelação no Espírito de uma sensibilidade e compreensibilidade das potências infinitas. * Definição das potências eternas enclausuradas em uma única força como o princípio do Verbo. * Exalação da potência concentrada para permitir a contemplação e a intuição de si mesma. * Identificação dessa autotemperança com o axioma de que o Verbo estava no começo perto de Deus e era Deus. * A trindade divina distribui-se funcionalmente entre a vontade original, a concentração na potência e a emanação espiritual que manifesta a inteligência. * O Pai definido como a vontade eterna que não se pode aprofundar e o começo de tudo. * O Filho definido como a mesma vontade concentrada na potência. * A essência da potência caracterizada como a ciência, o desejo ou a causa da palavra. * Distribuição da inteligência efetuada pelo espírito ao proceder da potência para torná-la distinta e manifesta. * A transição da tranquilidade das potências para a emissão de uma voz ou som articulado exige a contratualização do desejo e da força atrativa. * Repouso de todas as potências na grande tranquilidade da potência divina única. * Impossibilidade de vozes, palavras ou sons sensíveis sem a concentração do desejo de deleite em uma força atrativa. * Concentração da alegria perfeita da imensidade em uma ciência interna para atrair as potências em uma compactação. * Origem do linguagem dos cinco sentidos a partir da formação dessa palavra ou som sensível. * Reunião de todas as faculdades internas na Sabedoria, na sensibilidade e no gosto interno. * Caracterização desse estágio como uma primeira sensibilidade espiritual e não como uma criatura corpórea. * A distinção filológica entre os termos denota a diferença entre a potência pura não concentrada e a potência estruturada na ação. * Interpretação do Verbo como a potência formada que estava no começo perto de Deus. * Associação da potência não formada à preposição no, indicando tranquilidade. * Associação da potência formada e concentrada à preposição perto, indicando o início do movimento. * Origem da natureza, da criatura e de toda existência a partir da concentração desse desejo. * A atribuição arbitrária do mal à vontade divina constitui uma presunção ímpia decorrente do amor-próprio e do obscurecimento da razão humana. * Necessidade de fixar a inteligência na distinção correta entre Deus e a natureza. * Crítica à afirmação de que Deus quer o mal. * Definição de toda má vontade como um Satanás, caracterizado por uma vontade voltada e concentrada sobre si mesma. * Busca pelo orgulho e amor-próprio para forjar uma existência isolada que é apenas fantasia e delírio separado do Ser Supremo. * O leitor é exortado a abandonar as construções sofísticas e as fantasias intelectuais para apreender o verdadeiro princípio interior. * Compromisso de desenvolvimento do princípio interior verdadeiro. * Identificação das potências com Deus, por meio das quais ele engendra o Verbo. * Definição da ciência, do desejo e da força atrativa divina como o começo da natureza. * A manifestação da majestade divina e da luz exige a atuação da força atrativa como a primeira qualidade motriz da natureza. * Impossibilidade de manifestação das potências sem o desejo ou força atrativa. * Dependência da glória e da majestade em relação a esse efeito de movimento para gerar a alegria da vontade primeira. * Ausência de luz na potência divina caso o desejo atrativo não se concentrasse ou sombreasse em si mesmo. * Fundamentação do princípio das trevas a partir desse sombreamento originário. * Progressão do efeito do movimento até o embrasamento do fogo, onde Deus se nomeia um Deus de cólera e um fogo devorador. * Origem da grande separação, da dissolução, da morte e da vida criaturial nesse centro ígneo. * Apelo à mofada e sábia reflexão para compreender essa estrutura. * A analogia de uma vela acesa ilustra como o consumo da essência pelo fogo gera uma nova sensibilidade e propicia a iluminação do espaço. * Atração e devoração da essência da vela pelo fogo. * Transformação da essência consumida em um espírito ou movimento por meio da morte das trevas. * Distinção radical entre a natureza da luz e a natureza do fogo. * Ausência de vida sensível perceptível na vela antes da combustão. * Introdução da essência da vela em uma sensação penível e móvel pelo ato de queimar. * Processo pelo qual o nada ou o Uno eterno torna-se aparente, luminoso e aclarador por meio dessa vida sensível e penível. * Deus introduz a vontade insondável no desejo de formar a natureza para que a potência se manifeste como o reino da felicidade eterna. * Permanência de tudo em repouso no Eterno Uno se a natureza não fosse formada. * Entrada da natureza na pena e na concentração para conferir movimento à tranquilidade eterna. * Formação de vozes e sons a partir da sensibilidade adquirida pelas potências no Verbo divino. * Preservação da eternidade e da luz em relação à pena do fogo, que apenas dinamiza a alegria tranquila. * A natureza opera como o instrumento da eternidade tranquila para manifestar o Verbo sem que o Deus oculto incorpore propriedades naturais. * Emprego da natureza para formar, operar, separar e concentrar em vista da felicidade perfeita. * Recepção da natureza pelo Verbo no âmbito da ciência ou do desejo. * Permanência do Deus Jeová fora da apropriação da natureza, habitando nela e por ela. * Analogia com o sol que permanece nos elementos ou com o nada que reside na luz do fogo. * Revelação do nada como aparente e luminoso pelo fulgor do fogo. * Identificação desse aparente nada com o próprio Deus que é tudo. * A comparação estrutural com os componentes de uma vela serve para detalhar as propriedades latentes na temperatura original. * Visualização de uma semelhança entre a essência divina e a essência natural no objeto aceso. * Mistura indistinta de todas as propriedades em uma mesma essência e peso igual. * Coexistência de gordura, fogo, luz, ar, água, terra, enxofre, mercúrio e sal na matéria. * Impossibilidade de isolar ou diferenciar as propriedades antes da ativação do fogo. * Clausura das propriedades na temperatura divina sem conhecimento de sua diferença individual. * A manifestação do Deus oculto inicia-se quando a vontade paterna se fixa na Sabedoria e projeta a diversidade de potências pela exalação. * Situação original das potências na temperatura do Deus Jeová incompreensível e sem começo. * Concentração da vontade eterna do Pai em uma inteligência na Sabedoria para estabelecer seu próprio assento. * Exalação dessa concentração de potência na temperatura e fixação no ato de exalar. * Saída de si mesmo por meio da ciência para operar a separação das forças. * Aparição de uma multidão infinita de potências como o aspecto eterno do Eterno Uno. * Conversão do Eterno Uno em algo distinto, visível, separado, sensível e essencial para os sentidos. * O surgimento da natureza e do ser espiritual no Grande Mistério fundamenta as contradições e polaridades descritas nos textos bíblicos. * Identificação do Grande Mistério com o Deus manifesto ou com a manifestação divina. * Relação mútua entre as diferentes denominações de Deus na escritura e esse ser manifesto. * Citação das expressões: Deus é bom; Deus é colérico e ciumento; Deus não pode querer mal. * Citação bíblica complementar: Deus endurece o coração deles, para que não creiam, nem façam sua salvação. * Citação profética: Não há, nem se faz nenhum mal na cidade que o Senhor não faça. * Citação complementar sobre a ira: Por isso te suscitei, a fim de que eu possa mostrar, por ti, a potência de minha cólera. * Origem de toda eleição, oposição e diferenciação elemental na ciência ou no desejo que atrai. * A oposição recíproca na natureza não visa promover o ódio entre as criaturas, mas sim dinamizar o mistério por meio do combate. * Manutenção do movimento e da manifestação por meio da contrariedade e do combate. * Entrada do grande mistério em diferenças para proporcionar uma exaltação de alegria no Eterno Uno. * Introdução do Espírito de Deus no mistério espiritual para a contemplação de si mesmo. * Conversão do espiritual invisível em algo visível e material pelo movimento dos quatro elementos no tempo. * O mundo visível e os corpos celestes refletem fielmente a estrutura do cosmos espiritual e o dinamismo do mistério elemental. * Iluminação da profundidade do mundo pelos raios do sol que aquecem a essência da terra. * Germinação, vegetação e crescimento da terra desencadeados pelo calor solar. * Ativação solar da essência no Grande Mistério, no espírito do mundo, no enxofre, no mercúrio e no sal. * Desenvolvimento do fogo mágico de onde derivam o ar, a água e o elemento terrestre. * Divisão do elemento único em quatro elementos ocultos reciprocamente na atração magnética do mistério. * A interação recíproca entre a radiação solar e o mistério material possibilita a manifestação e a ignição das forças da natureza. * Desenvolvimento mútuo das plantas, minerais e raios solares no mundo exterior. * Dependência da manifestação solar em relação à presença da qualidade espiritual oculta no enxofre, sal e mercúrio. * Definição do desejo das estrelas como uma quintessência superior aos quatro elementos. * Penetração e ignição do sol no mistério exterior por ser mais interior que o espírito do mundo. * Ativação do caráter ígneo dos raios solares pela força atrativa do mistério terrestre. * O sol atua como a alma do Grande Mistério elementar e constitui uma imagem visível da divindade interior oculta. * Projeção do desejo da ciência em direção ao sol por meio da quintessência e dos três efeitos do movimento. * Identificação dos três primeiros efeitos com o enxofre, o mercúrio e o sel. * As estrelas buscam continuamente a virtude solar por afinidade magnética e redistribuem essa força vivificada aos elementos. * Introdução da ciência astral no espírito do mundo para atrair a virtude do sol. * Penetração recíproca do sol nas estrelas para receber a ciência delas. * Obtenção da luz e da virtude estelares a partir da interação com o astro solar. * Comunicação da virtude animada aos quatro elementos como resultado da atração. * Operação mútua que preserva o equilíbrio e impede a soberania de uma única propriedade sobre as demais. * A manifestação temporal do universo representa uma figuração da eternidade espiritual realizada pelo verbo falante e pelo grande mistério. * Origem de toda vida criaturial e de seus reinos nessa figuração temporal. * Exclusão dos anjos, dos espíritos eternos e da verdadeira alma humana desse princípio temporal. * Procedência desses seres eternos a partir da ciência da natureza eterna que carece de começo. * Deus assemelha-se a um sol eterno cuja potência majestosa necessita da natureza espiritual para se diferenciar e se revelar. * Inexistência de meios para a manifestação da potência divina fora da natureza eterna. * Entrada do Eterno Uno no começo natural sem o propósito de se tornar algo mau. * Objetivo de introduzir distinção, separação e compreensibilidade em suas forças. * Estabelecimento de um jogo de amor onde as potências se sentem e lutam mutuamente. * Manifestação do fogo imenso do Amor na geração e no assento da Santa Trindade para atuar na natureza eterna. * A distinção entre o movimento penoso do fogo e o fluxo suave da luz revela a transição entre a ciência atrativa e o amor divino. * Conhecimento da natureza na ciência atrativa pelo movimento penível do fogo. * Revelação do fogo divino do Amor pelo movimento doce e bem-fazejo da luz. * Dispersão e doação da luz em todas as coisas para gerar essência e vida. * Identificação dessa doação com a produção de um ar e de uma água espiritual. * Residência da vida do fogo, do amor e da luz nessa água oleosa que serve de alimento à própria iluminação. * Extinção imediata da luz caso ela fosse comprimida e impedida de se resolver no espaço infinito pelo nada. * Resolução por meio da temperatura onde as forças estão integradas em uma única potência. * Transformação da água resolvida em um óleo ou quintessência que atua como virtude do fogo e do brilho. * O conhecimento da água da vida eterna gerada pelo fogo divino constitui o segredo fundamental de toda a realidade espiritual. * Possessão da fonte e do princípio de todos os segredos por meio desse conhecimento. * Identificação dessa substância com a água mencionada por Cristo para dessedentar a humanidade. * Citação de João 4:14 sobre a fonte que jorra para a vida eterna. * Distinção entre a água interior e a água exterior derivada do fogo visível. * O Verbo do linguagem mental é proferido por Jeová a partir da temperatura essencial para conduzir a potência à majestade por meio do fogo. * Pronunciamento do Verbo no desejo de formar a natureza e estabelecer a separação ou contrariedade. * Necessidade de desenvolvimento das potências santas através da natureza do fogo para atingir o esplendor. * Condução do Filho ou coração pelo Pai através do fogo rumo ao triunfo da alegria e felicidade perfeita. * A imersão temporária do nada eterno no movimento do fogo resulta no nascimento da vida sainte e no ganho de sensibilidade. * Presença da morte no fogo e entrega momentânea do nada ao movimento penoso. * Esclarecimento de que o processo não constitui uma morte real, mas uma prova que manifesta o amor eterno. * Aquisição de vida sensível e compreensível pela Unidade eterna por meio da natureza. * Atuação da Unidade ao sair do fogo como uma doce potência que se comunica e ilumina. * A separação operada no centro ígneo define o caráter da ira divina como uma força consumidora dos elementos atraídos pelo desejo. * Diversificação da natureza eterna por meio do fogo na separação do desejo. * Pronunciamento divino no fogo: Eu sou um Deus de cólera e de ciúme, um fogo devorador. * Recusa em denominar esse fogo isolado como o Deus Santo, por ser ele a expressão da ira e do ciúme. * Caracterização da ira como força devoradora do que é atraído na particularização da ciência. * O isolamento de uma vontade própria acima da temperatura divina gera o nascimento de mentes corrompidas e alienadas da harmonia original. * Orgulho da particularização que busca se colocar acima da doce e humilde temperatura divina. * Introdução no movimento do amor-próprio e da própria fantasia. * Detalhamento do desligamento efetuado por Lúcifer e pela alma de Adam em relação à vontade universal. * Persistência desse desvio na ciência, no desejo e na vontade do homem contemporâneo. * Geração de filhos de falsa ciência, orgulhosos e assemelhados a espécies de urtigas e cardos. * Citação de João 10:26 onde Cristo afirma que tais seres não pertenciam às suas ovelhas. * Definição do Filho de Deus como aquele cuja alma é gerada pela verdadeira ciência divina da temperatura eterna e não pela carne. * Identificação do eleito como aquele que provém do tronco do fogo do amor segundo João 1:13. * Reintrodução do fogo de Amor em Cristo no desejo corrompido de Adam para enraizar novamente o homem na luz livre. * O âmbito da luz manifesta o verdadeiro caráter divino onde todas as qualidades submetem seus movimentos à temperatura de um único Espírito. * Reconhecimento de dois princípios distintos desenvolvidos no embrasamento do fogo. * Aplicação do nome de Deus estritamente em relação à luz e às suas potências manifestadas. * Submissão das vontades e propriedades à vontade única da temperatura divina. * Movimento das qualidades em um ambiente de grande e ardente amor mútuo. * Caracterização do conjunto como uma potência doce e bem-fazeja que penetra e influi em tudo. * Divisão em diferentes cores, virtudes e potências para manifestar a Sabedoria infinita de Deus. * O ciclo natural da terra espelha a dualidade entre os frutos gerados na harmonia divina e as ervas daninhas decorrentes da maldição. * Crescimento de plantas e floração de árvores que produzem doces frutos na primavera sob a temperatura divina. * Produção de maus frutos, espinhos e cardos nas áreas de compactação ou sob a maldição pronunciada pela queda. * Submissão futura da terra ao fogo da coupelle em seu foyer. * Presença de um princípio bom oculto nos espinhos devido à sua origem primordial. * Latência da temperatura na quintessência, aguardando a separação final no término do mundo terrestre. * A potência divina pura carece de intenções malévolas ou conhecimento do mal, situando-se a negatividade apenas no princípio da cisão natural. * Ausência de mal no Verbo que distingue as qualidades e propriedades divinas. * Localização da ciência do bem e do mal exclusivamente no ponto de divisão da vontade eterna no fogo da natureza. * Inclusão do princípio da natureza e da criatura nesse centro de divisão ígnea. * A criação de entidades espirituais exige a presença do triângulo ígneo e de uma vontade própria destacada como um raio do princípio universal. * Impossibilidade de nascimento ou existência criaturial a partir apenas do desejo divino do Amor. * Necessidade de inclusão do triângulo ígneo do fogo penível na estrutura da criatura. * Definição da vontade própria como uma ciência separada e exalada a partir da vontade primeira sem fundo. * Saída do raio no ponto onde o Verbo das potências se separa pelo fogo em direção à luz. * A origem dos anjos e da alma humana fixa-se na ciência ígnea da natureza, exigindo o retorno desses seres à harmonia da luz universal. * Alimentação dos desejos atrativos por meio da quintessência do fogo e da água espiritual da luz. * Conversão do fogo em uma fonte de alegria e felicidade perfeita por essa alimentação. * Atuação da água espiritual como uma suavização e um amortecimento contínuo do desejo ígneo. * Transformação do desejo em uma temperatura regida pela vontade única de amar o que provém do mesmo tronco. * Penetração instantânea da luz divina no fogo dos anjos e das almas bem-aventuradas. * Manutenção de uma fome contínua de se alimentar da potência e do Amor de Deus para adocicar o próprio fogo. * Transmutação do fogo do triângulo em pura santidade, amor, grande alegria e felicidade. * Axioma final de que nada pode durar eternamente sem ter seu princípio na vontade sem fundo ou no desejo ígneo do Verbo divino.