===== Dialogi IV ===== //Diálogos Livro IV// - A humanidade caída perdeu a visão espiritual do paraíso e, por falta de experiência das realidades invisíveis, tende a duvidar delas, embora a fé recebida pelo Espírito Santo permita crer nas criaturas imortais e invisíveis de Deus. - A incredulidade diante das realidades invisíveis caracteriza uma busca de razão sem fé. - Mesmo o infiel vive por alguma fé, pois acredita em sua origem corporal sem ter visto a própria concepção ou nascimento. - A existência de fé nos infiéis é reconhecida como algo antes ignorado. - Os infiéis possuem fé em realidades humanas invisíveis, mas não em Deus, e por isso são chamados a aplicar às realidades espirituais a confiança que já exercem nas corporais. - A alma humana sobrevive à morte do corpo porque Deus criou espíritos puramente incorpóreos, almas humanas imortais unidas ao corpo e almas animais que morrem com o corpo. - A dificuldade sobre a diferença entre homens e animais surge da afirmação de Salomão de que ambos parecem ter a mesma morte e retornar igualmente à terra. - O Eclesiastes assume diversas vozes humanas para conduzir opiniões dispersas à unidade do temor de Deus e da observância dos mandamentos. - Salomão fala ora na pessoa dos tentados pelos prazeres do mundo, ora segundo a razão que afasta a mente da vaidade. - A aparente igualdade entre morte humana e morte animal pertence à voz da tentação carnal, enquanto a sentença racional afirma que o homem se encaminha para a verdadeira vida após a morte. - A ignorância inicial sobre a questão torna-se ocasião de compreensão mais exata, e a pergunta em nome dos fracos é apresentada como serviço à fraqueza alheia. - A condescendência caridosa com os fracos imita o modo apostólico de fazer-se tudo para todos a fim de salvar alguns. - A invisibilidade da alma ao sair do corpo parece tornar difícil crer em sua partida e sobrevivência. - A alma sai invisivelmente do corpo porque também permanece invisivelmente nele enquanto o vivifica. - A vida da alma no corpo é percebida pelo movimento dos membros, mas ainda se deseja conhecer sinais de sua vida fora do corpo. - A vida invisível da alma após a morte deve ser inferida a partir de Deus invisível, assim como sua presença no corpo é inferida a partir do movimento corporal. - A mente humana sente dificuldade em crer naquilo que não se vê com os olhos corporais. - A fé diz respeito ao invisível, e as próprias coisas visíveis só são vistas mediante a alma invisível que dá força aos olhos e movimento ao corpo. - A força dos argumentos leva a reconhecer que o visível depende do invisível, embora ainda se deseje demonstração segura da vida da alma após a morte. - Os milagres realizados junto aos corpos dos apóstolos e mártires provam que as almas vivem após a morte, pois os ossos dos mortos continuam operando curas, libertações e ressurreições. - A razão fundada nos milagres obriga a crer nas realidades invisíveis por meio de sinais visíveis. - A partida das almas foi vista por pessoas de fé e oração purificada, e os exemplos desses testemunhos devem suprir o que a razão isolada não persuade plenamente. - Speciosus, monge enviado a Capua, teve a morte vista espiritualmente por seu irmão Gregório no exato momento de sua partida. - A alma de um eremita de Samnium foi vista por viajantes em pleno mar sendo levada ao céu, e a investigação posterior confirmou a data de sua morte. - O abade Esperança foi preservado por quarenta anos de cegueira corporal, mas sustentado por luz interior e consolação espiritual. - Esperança recuperou a visão pouco antes de morrer, pregou aos mosteiros vizinhos, recebeu os sacramentos, salmodiou e sua alma apareceu como pomba subindo ao céu. - O sacerdote Ursino evitou toda familiaridade com sua antiga esposa para permanecer livre do ilícito, privando-se até do que poderia ser lícito. - Ursino morreu vendo os apóstolos Pedro e Paulo, depois de afastar a esposa como perigo espiritual e acolher com alegria os santos que vinham conduzi-lo. - O bispo Probo de Reate recebeu em sua morte a visita dos mártires Juvenal e Eleutério, que foram vistos por um menino e conduziram sua alma. - Galla recusou novo casamento, escolheu consagrar-se a Deus, viveu em oração e esmola, recebeu de Pedro a certeza do perdão e morreu no tempo anunciado. - A música celeste na morte dos servos de Deus consola a alma para que ela não sinta a separação do corpo. - Servulo, paralítico e pobre, viveu em ação de graças, aprendeu as Escrituras pela escuta, ouviu música celeste na morte e deixou fragrância como sinal de santidade. - Romula viveu pobremente com Redempta e outra discípula, destacando-se por paciência, obediência, silêncio e oração. - A paralisia de Romula purificou uma imperfeição ainda existente, e sua morte foi precedida por luz celeste, perfume e cânticos de coros invisíveis. - Tarsila recebeu a visão de uma morada de luz, viu Jesus Salvador na hora da morte e deixou no corpo marcas de sua longa prática de oração. - Musa recebeu da Virgem Maria a promessa de ser admitida entre virgens celestes, corrigiu sua leviandade infantil e morreu no trigésimo dia dizendo que ia ao encontro da Senhora. - A multidão de vícios humanos suscita a impressão de que o céu deve estar cheio sobretudo de crianças e pequenos. - As crianças batizadas que morrem na infância entram no céu, mas aquelas já capazes de falar podem ser afastadas dele por uma educação paterna ímpia. - Um menino criado sem correção na blasfêmia morreu vendo espíritos malignos que vinham levá-lo, repetindo no fim o pecado que seu pai negligenciara corrigir. - Estêvão viveu em pobreza voluntária, paciência e oração, lamentando mais o pecado de quem queimou seu trigo do que a própria perda material, e sua morte foi acompanhada pela presença temível dos anjos. - O mérito da alma nem sempre se manifesta claramente no momento da morte, mas pode tornar-se conhecido depois por milagres junto aos corpos dos santos. - Dois monges de Valentino, enforcados pelos lombardos, tiveram suas almas ouvidas cantando, para mostrar que os servos fiéis de Deus vivem após a morte. - O abade Surano deu tudo aos prisioneiros fugidos e, morto pelos lombardos, teve sua santidade manifestada pelo tremor do monte e do bosque. - Um diácono dos marsos, decapitado pelos lombardos, teve sua santidade confirmada quando o assassino foi possuído e caiu a seus pés. - A morte violenta dos servos de Deus levanta a questão de por que Deus permite que sejam mortos aqueles cuja santidade depois manifesta. - A morte dos justos não lhes tira a justiça, pode purgar pequenas culpas, e torna mais grave a condenação dos réprobos que abusam de poder contra eles. - A entrada das almas justas no céu antes da ressurreição é apresentada como questão ainda pendente. - Algumas almas justas são retardadas por falta de perfeita justiça, mas as almas dos perfeitos entram imediatamente nas alegrias celestes junto de Cristo. - A presença das almas justas no céu suscita a questão sobre o que ainda receberão no juízo final. - No juízo final, os justos receberão a glória dupla do corpo e da alma, pois agora possuem apenas a alegria da alma. - A profecia dos moribundos suscita a questão sobre a causa pela qual anunciam acontecimentos futuros. - A alma pode prever o futuro por sua natureza espiritual, por revelação ou por inspiração celestial, como mostra o advogado que indicou antes da morte o lugar onde seria sepultado. - Gerôncio viu homens brancos anotando os monges que morreriam, anunciou a ordem das mortes e partiu por último conforme a revelação. - Melito viu em letras de ouro os nomes dos recém-batizados que morreriam e Armentário provou ter estado no céu ao falar línguas desconhecidas, embora sua morte permanecesse envolta em juízo secreto. - A graça recebida por Armentário parece terrível quando seguida de morte tão dolorosa. - Os juízos secretos de Deus devem ser temidos em vez de investigados com curiosidade. - Teofânio, conde misericordioso e hospitaleiro, anunciou a cessação da tempestade após sua morte, teve o corpo curado e exalou perfume no sepulcro. - A presença das almas santas no céu leva à questão correspondente sobre as almas dos maus no inferno antes do juízo. - Pela mesma Escritura que afirma a alegria dos justos no céu, deve-se crer que os maus sofrem no inferno desde sua morte. - A possibilidade de o fogo corporal atormentar uma alma incorpórea suscita dificuldade racional. - Um espírito incorpóreo que pode ser contido no corpo vivo também pode ser retido no fogo corporal após a morte. - A alma é mantida no corpo porque o vivifica. - A alma pode ser retida no fogo para punição, e o rico do Evangelho mostra que a alma sofre tanto pela visão quanto pela experiência da chama. - A razão e a Escritura conduzem à fé nessa punição, embora a imaginação retorne à dificuldade de entender como o corporal atinge o incorpóreo. - A natureza incorpórea dos anjos caídos é tomada como ponto de comparação para a punição dos espíritos. - Nenhuma mente sã atribui corpos aos anjos caídos. - A natureza do fogo do inferno é perguntada em relação ao modo como pune. - O fogo do inferno é considerado corporal porque queima corpos. - O fogo eterno preparado para o diabo e seus anjos mostra que espíritos incorpóreos podem ser atormentados por fogo corporal. - A razão apresentada elimina a dúvida sobre a possibilidade do tormento corporal de almas incorpóreas. - A dificuldade de crer justifica a narração de testemunhos confiáveis sobre punições após a morte. - Teodorico morreu no dia em que um solitário de Lipari viu sua alma ser lançada no fogo por João papa e Símaco, a quem havia condenado injustamente. - Reparato voltou temporariamente da morte, mandou verificar a morte do sacerdote Tibúrcio e revelou que vira a punição dele e de Florêncio. - Um cortesão que pecara gravemente com sua afilhada morreu, e sua sepultura ardeu em fogo, revelando a gravidade de sua culpa. - A questão sobre o reconhecimento mútuo no céu e no inferno surge a partir das narrativas sobre mortos. - A parábola do rico e de Lázaro mostra que os bons conhecem os bons e os maus conhecem os maus após a morte. - Os bons conhecem os maus e os maus conhecem os bons, aumentando-se a alegria dos eleitos e a dor dos condenados por esse reconhecimento mútuo. - Um monge reconheceu Jonas, Ezequiel e Daniel na hora da morte, mostrando a perfeição do conhecimento na vida imortal. - João, irmão de Eleutério, conheceu antes da morte sua entrada entre os justos e morreu durante a salmodia com sinais de luz e perfume. - Eumórfio anunciou uma viagem espiritual com Estêvão para a Sicília, e ambos morreram quase simultaneamente como se partissem juntos. - A visão de navio e de Sicília na morte de Eumórfio suscita pergunta sobre o sentido dessa linguagem simbólica. - A alma não precisa de veículo, mas imagens corporais habituais podem indicar seu destino espiritual, e a Sicília figura lugares de tormento destinados a advertir os vivos. - O retorno de alguns mortos que dizem ter sido chamados por engano suscita a pergunta sobre o sentido dessas experiências. - Esses retornos não são erro, mas advertência misericordiosa, como no caso do monge Pedro, que viu penas infernais e depois viveu em penitência. - O coração endurecido nem sempre aproveita tais visões, como mostra Estêvão, que voltou da morte e depois caiu em orgulho e vaidade. - A visão do rio, da ponte e das moradas mostra a prova das almas, a punição dos maus e a condição de Pedro, administrador papal, castigado por dureza injusta. - Estêvão foi visto pendendo da ponte entre espíritos bons e maus, indicando conflito entre suas esmolas e seus pecados carnais. - A casa construída com tijolos de ouro no lugar de delícias suscita a dúvida sobre o sentido de riquezas materiais na vida futura. - A construção da casa nos lugares felizes e o caso de Deusdedit são apresentados como explicação simbólica da recompensa futura. - A casa de ouro significa a morada preparada pelas esmolas, e Deusdedit recebeu construção apenas aos sábados porque nesse dia distribuía aos pobres o que ganhava. - O significado da ponte, do rio e das moradas tocadas por mau odor é solicitado para esclarecer a visão. - A ponte representa o caminho estreito da vida eterna, o rio fétido representa a corrupção dos vícios carnais, e o mau odor atinge aqueles que fizeram boas obras mas conservaram deleites carnais. - A punição dos pecados carnais por odores fétidos é pedida com base na Escritura. - A punição dos homens de Sodoma é introduzida como prova bíblica. - Sodoma foi punida por fogo e enxofre para que o ardor ilícito da carne recebesse tormento de fogo e mau odor. - As dúvidas anteriores são consideradas plenamente satisfeitas. - As almas ainda no corpo podem ver penas espirituais para seu próprio bem ou para edificação alheia, como aconteceu com Teodoro, monge relutante convertido pelo temor dos demônios. - Crisório, rico e pecador, morreu vendo espíritos negros que o arrastavam ao inferno, apesar de pedir trégua. - Um monge de Icônio, exteriormente estimado mas secretamente glutão, confessou no fim que fora entregue a um dragão para ser devorado por seu pecado oculto. - A existência de fogo purgatório após a morte é apresentada como questão doutrinal. - Deve-se crer em fogo purgatório antes do juízo para pecados leves, mas não para pecados graves, pois a remissão futura depende de faltas perdoáveis. - Paschásio, diácono santo mas preso a opinião errada numa disputa eclesiástica, foi visto em punição temporária e libertado pelas orações de Germano. - O aparecimento de tantos sinais nos últimos tempos suscita a pergunta sobre a proximidade do fim do mundo. - À medida que o mundo presente se aproxima do fim, o mundo futuro começa a manifestar-se por sinais mais claros, como a aurora mistura luz e trevas. - A santidade e os milagres de Paschásio tornam difícil entender por que ele sofreu punição após a morte. - A providência permitiu que Paschásio realizasse milagres e fosse punido por uma culpa interior não chorada, para que suas esmolas não fossem desprezadas nem sua falta ficasse impune. - O temor deve estender-se tanto aos pecados conhecidos quanto aos desconhecidos, e por isso se pergunta onde se localiza o inferno. - A localização do inferno não é definida com certeza, embora se admita a possibilidade de um inferno superior e outro inferior conforme testemunhos bíblicos. - A pergunta sobre o inferno passa à questão de haver um só fogo ou muitos fogos conforme os pecados. - O fogo do inferno é um só, mas atormenta diversamente segundo a medida das culpas de cada condenado. - A perpetuidade dos tormentos infernais é perguntada. - Os tormentos dos maus não terão fim, assim como as alegrias dos bons são eternas, conforme a sentença evangélica. - A hipótese de que a ameaça de pena eterna seria apenas pedagógica é levantada. - Se a ameaça de pena eterna fosse falsa, também as promessas de bem eterno ficariam comprometidas, o que destruiria a confiança na palavra divina. - A justiça de punir sem fim pecados temporais suscita objeção. - A pena eterna considera não apenas o ato finito, mas a vontade que desejaria permanecer eternamente no pecado se a vida não tivesse fim. - A objeção de que um juiz justo não se compraz em crueldade questiona a utilidade de punir eternamente quem já não pode corrigir-se. - Deus não se deleita no tormento dos condenados, mas sua justiça não cessa de punir aqueles cuja vontade permanece eternamente afastada da retidão. - A santidade dos justos no céu parece exigir oração pelos inimigos condenados. - Os justos oram pelos inimigos enquanto estes podem converter-se, mas a oração cessa quando já não há possibilidade de penitência frutuosa. - A impossibilidade de conversão dos condenados torna compreensível a ausência de oração por eles. - Não se ora pelos condenados pela mesma razão pela qual não se ora pelo diabo e seus anjos: a sentença eterna já não admite conversão. - A imortalidade da alma parece contradizer sua morte no fogo eterno. - Há duas vidas e duas mortes, pois a alma é imortal quanto ao ser criado, mas morre quando é separada da vida bem-aventurada em Deus. - Até os santos temem a morte por ignorarem a severidade exata do julgamento de suas obras. - O medo da morte pode purificar faltas menores dos justos, como ocorreu com um santo que morreu primeiro assustado e depois sereno. - Deus às vezes fortalece os temerosos por revelação, como o monge Antônio, que recebeu a promessa de paz na morte. - Merulo, dado às lágrimas, esmolas e salmos, viu uma coroa descer do céu e morreu pouco depois com perfume celestial. - João, jovem monge humilde e manso, viu um velho tocá-lo com uma vara e anunciou sua morte próxima, que ocorreu após a revelação. - A confiança em visões noturnas e sonhos é posta em questão. - Há seis espécies de sonhos, procedentes do corpo, da ilusão, do pensamento, da revelação ou de misturas entre essas causas, e por isso não se deve crer neles facilmente. - Um homem enganado por promessa de longa vida em sonho morreu logo depois, mostrando o perigo de observar sonhos indiscretamente. - A utilidade espiritual de sepultar corpos na igreja é questionada. - O sepultamento na igreja ajuda os que não morreram em pecado mortal porque desperta orações, mas não aproveita aos que morreram culpados. - Uma monja casta mas de língua viciosa teve parte do corpo queimada após sepultamento na igreja, mostrando que o lugar sagrado não aproveita sem vida reta. - Valeriano foi sepultado na igreja por dinheiro, mas sua alma revelou que era atormentada e que o sepultamento sagrado não lhe servira. - O corpo de Valentiniano, sepultado contra a vontade dos ministros, foi encontrado fora da igreja, mostrando rejeição divina daquele sepultamento. - O corpo de um tintureiro sepultado na igreja desapareceu do túmulo, confirmando que o lugar santo não socorre quem não merece. - A pergunta volta-se para aquilo que pode realmente aliviar as almas dos mortos. - A oblação da santa hóstia ajuda as almas com pecados perdoáveis, como mostrou um sacerdote de Centumcellis que pediu missa por sua libertação. - O monge Justo, punido após a morte por possuir dinheiro oculto contra a regra, foi privado de sepultura comum para que sua falta servisse de correção. - Trinta missas oferecidas por Justo libertaram sua alma, como ele revelou ao irmão Copioso no mesmo dia em que cessou sua punição. - As narrativas sobre o socorro aos mortos são reconhecidas como estranhas, mas cheias de alegria e consolação. - A eficácia do sacrifício pelos mortos é confirmada também por fatos entre vivos, como o bispo Cássio de Narni, cuja vida e morte foram marcadas pela oblação diária. - Um prisioneiro viu suas correntes caírem nos dias em que sua esposa fazia oferecer o sacrifício por ele, e Baraca foi salvo do naufrágio pela mesma oblação. - A libertação do prisioneiro por meio do sacrifício é confirmada por testemunho pessoal ouvido na Sicília. - Deus torna visíveis tais efeitos entre os vivos para ensinar que o sacrifício pode aliviar os mortos quando os pecados não são irremissíveis. - É mais seguro praticar em vida aquilo que se deseja receber dos outros após a morte, pois sair livre é melhor que buscar libertação depois das cadeias. - A celebração dos mistérios deve ser acompanhada de contrição, pois o sacrifício de Cristo só aproveita quando a própria vida é oferecida a Deus. - O pedido de perdão só é reto quando acompanhado do perdão aos outros, pois a oferta não é recebida enquanto a alma permanece em discórdia. - Enquanto há tempo para conversão, a dureza do coração deve ser amolecida por lágrimas e o próximo deve ser amado com caridade sincera. - Os Diálogos de São Gregório chegam ao seu encerramento.