===== PAPROCKI ESPÍRITO SANTO ===== Henryk [[philokalia:philokalia-estudos:henryk-paprocki:start|Paprocki]] — A Promessa do [[estudos:ernst-benz:pai:start|Pai]] === O Espírito Santo na doutrina palamita === Com o aparecimento do hesicasmo, a [[evangelho-de-jesus:atos-de-jesus:transfiguracao:start|transfiguração]] se torna o centro de gravidade da doutrina escatológica. São Simeão o Novo Teólogo advertia contra a espera da ressurreição unicamente depois da morte, a fim de que se veja nesta vida o começo da ressurreição. Essa concepção da ressurreição comportava o risco de tornar-se alegórica, identificando-se com a [[philokalia:philokalia-termos:regeneracao:start|regeneração]] espiritual. Isso quadraria mal com o realismo absoluto da ressurreição, próprio da tradição oriental, e, por outro lado, com seu caráter inefável, sublinhado pela liturgia e pela [[estudos:iconografia:start|Iconografia]] (notemos que a iconografia ortodoxa não representa a ressurreição como tal, mas a descida aos infernos). O que, na vida terrestre, corresponde à ressurreição poderia bem ser fato totalmente insólito, aquele que na vida de [[biblia:figuras:nt-personagens:cristo:start|Cristo]] precede imediatamente sua [[evangelho-de-jesus:paixao:start|paixão]] e, portanto, também sua ressurreição. Esse fato é a transfiguração , que teve seu eco na experiência interior dos monges ligados ao maior centro monástico do mundo cristão, que era o monte Atos desde os séculos X-XI. O palamismo não apareceu subitamente. São Gregório não fez mais do que pôr em forma doutrinal uma tendência existente na vida da Igreja desde os anacoretas, os quais proclamavam a prioridade da [[oracao:start|oração]]. [[philokalia:philokalia-autores:evagrio:start|Evágrio]] Pôntico (séc. IV) já definia a oração como conversação do intelecto com [[biblia:figuras:divindade:deus:start|Deus]], o que comporta uma [[philokalia:philokalia-termos:katharsis:start|katharsis]]. Esse pensamento teve herdeiro na pessoa de Diádoco de Fotice, segundo o qual o intelecto exige absolutamente que fechemos todas as suas saídas pela recordação de Deus, o que saciará sua necessidade de atividade. É, pois, indispensável dar ao intelecto o Senhor Jesus como única ocupação que leva ao fim. E essa também a linha de são João Clímaco e de são [[ate-agostinho:gnissa:start|Gregório de Nissa]], o qual proclama a escuridão luminosa para mostrar o Incognoscível, e os conceitos-guia de "energias" e de "poderes", que tornam Deus acessível, porque são [[philokalia:philokalia-autores:maximo-o-confessor:start|Máximo o Confessor]], sublinha a incognoscibilidade de Deus em sua essência. Podemos dizer que toda a tradição ortodoxa proclamou o paradoxo do cognoscível e do incognoscível, da essência e das energias de Deus. --- {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}