===== PAI GLORIFIQUE O FILHO ===== [[evangelho-de-jesus:logia-jesus:logia-jesus:pai-glorifique-o-filho:start|Pai glorifique o Filho]] (Jo XVII, 1-5) Jesus falou assim e, levantando seus olhos ao céu, disse: [[estudos:ernst-benz:pai:start|Pai]], é chegada a hora; glorifica a teu [[biblia:figuras:pai-mae-filho:filho:start|Filho]], para que também o teu Filho te glorifique a ti; Assim como lhe deste poder sobre toda a carne, para que dê a [[philokalia:larchet:morte-tradicao-ortodoxa:vida-eterna:start|Vida Eterna]] a todos quantos lhe deste. E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único [[biblia:figuras:divindade:deus:start|Deus]] verdadeiro, e a Jesus [[biblia:figuras:nt-personagens:cristo:start|Cristo]], a quem enviaste. Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer. E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse. (Jo 17:1-5) === Mestre Eckhart === - SERMÃO XLVI - SERMÃO LIV === Joaquim Carreira das Neves === Excertos de "Escritos de São João" Este último discurso de Jesus, sempre em monólogo, é uma [[oracao:start|oração]] que Jesus dirige ao Pai, a maior de todas nos [[evangelho-de-jesus:evangelhos:start|Evangelhos]]. A tradição classificou-a de "Oração Sacerdotal de Jesus" por causa do [[biblia:figuras:verbo:start|Verbo]] "santificar" no v. 17:"Santifica-os hagiazon) na verdade..." e 19:"e por eles santifico-me a mim mesmo (hagiazô emauton) para que eles sejam também santificados (hêgiasmenoi) na verdade." Além do mais, no v. 11, o próprio Pai é invocado como "Pai "santo" {pater hagie)!" Mas essa "santidade" nada tem a ver com o sacerdócio dos discípulos porque a "santidade" depende da "verdade" — pela verdade é que os discípulos são santificados. E que "verdade" é esta? Só pode ser a verdade da "revelação" ou da "palavra" do Jesus de todo o quarto evangelho, que se dirige aos discípulos joanicos de então e aos discípulos de todos os tempos. Não se trata duma "função" sacerdotal, mas duma vida cristã em que o Pai é o agente da ação (hêgiasmenoi é um passivo [[biblia:figuras:divindade:divino:start|Divino]]). E Jesus "santifica-se a si mesmo" na [[evangelho-de-jesus:logia-jesus:logia-jesus:medida:start|Medida]] em que, por causa da "hora", sempre foi totalmente obediente e fiel ao Pai. Jesus nunca fugiu à hora da Cruz. Este discurso final, em forma de oração, abre com dois tempos distintos: v. la: "Assim falou Jesus. v. lb: Depois, levantando os olhos ao céu, exclamou: Pai, chegou a hora!". O v. la refere-se ao passado, a tudo quanto pronunciou até àquele preciso momento, e o v. lb refere-se ao presente e a tudo o que vai acontecer. Mas no decorrer da "oração" dirigida ao Pai, Jesus refere alternadamente o passado, o presente e o futuro como resumo do querer do desígnio do Pai sobre o Filho e sobre os discípulos. Nos vv. 1-5, Jesus dirige-se exclusivamente ao Pai. ==== Gnosticismo ==== === Antonio Orbe === O documento clementino pontualiza (tratando da [[evangelho-de-jesus:atos-de-jesus:transfiguracao:start|Transfiguração]]): (O Senhor) pôs a nu a virtude que dEle sai "enquanto seja visível" aos "escolhidos para ver" ([[ate-agostinho:clemente:stromata:stromata-vi:start|STROMATA VI]] 16,140,3) O mistério apresenta duas vertentes, segundo se olhe desde o Salvador ou desde os discípulos. Desde a primeira, não teve Jesus que adotar novas formas. deixou a luz de sua pessoa — ou virtude do Pai — invadir e revestir o corpo, fazendo-lhe resplandecer na medida do possível aos testemunhos do monte. Descobriu a própria claridade ou [[philokalia:philokalia-termos:doxa:start|doxa]] divina (Jo 17,5). Segundo a outra vertente, os "escolhidos para ver" virão o corpo de Jesus resplandecente de luz espiritual (= divina). --- {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}