===== AMAI-VOS UNS AOS OUTROS ===== [[evangelho-de-jesus:logia-jesus:logia-jesus:amai-vos-uns-aos-outros:start|Amai-vos uns aos outros]] (Jo XV, 9-17) Como o [[estudos:ernst-benz:pai:start|Pai]] me amou, também eu vos amei a vós; permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor. Tenho-vos dito isto, para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo. O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer. Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda. Isto vos mando: Que vos ameis uns aos outros. (Jo 15:9-17) --- === Mestre Eckhart === - SERMÃO XXVII - SERMÃO XXVIII === Mathew Fox === - Passion for Creation A partir da afirmação de Eckhart, "Todas as virtudes que tenham sido exercidas por toda a raça humana te pertencem tão perfeitamente como se tivesses as exercido tu mesmo — com efeito, até mais claramente e melhor", Mathe Fox que em tal existência nós mesmos estaríamos dando nascimento ao amor e ao [[biblia:figuras:espirito-santo:start|Espírito Santo]] como o [[biblia:figuras:pai-mae-filho:filho:start|Filho]] faz. "O amor com o qual amamos é o Espírito Santo". Assim fazendo, estamos certamente dando nascimento a [[biblia:figuras:divindade:deus:start|Deus]]. Pois Eckhart não apenas diz "Deus é amor", mas que "amor é Deus". "Amor em seu nível mais puro e desprendido nada mais é que em si mesmo Deus". Ele não distingue dualisticamente entre um amor para criaturas e um amor para Criador, como muitos teólogos espiritualistas fazem. Ao invés, a diferença em amor é dentre de nós mesmos. Se nosso amor é verdadeiramente aquele que desprende-se, então todo ato de amor, para com amigos e criaturas igualmente, partilha do Espírito Santo. Todo momento através do qual somos movidos para o amor é um momento no qual nada outro nos move a não ser o Espírito Santo. Todo movimento de amor é inspirado por Deus, Eckhart nos diz. Eckhart investiga assim o que amor significa na frase de Jesus no [[evangelho-de-jesus:evangelhos:evangelho-de-joao:start|Evangelho de João]], "amai-vos uns aos outros". Ele diz duas coisas sobre a experiência do amor humano que por sua vez aplicam-se a nossa experiência do amor [[biblia:figuras:divindade:divino:start|Divino]]. A primeira destas é que o amor é entre iguais. "Amor nunca estará em algo onde igualdade e unidade estão. Onde não há igualdade — como entre um mestre e seu servo — não há amor. Mas onde há igualdade — como entre esposo e esposa — pode de fato haver amor. Verdadeiro amor, Eckhart nos diz, é verdadeira união. "Quando um não é o outro" não pode haver qualquer amor, pois então "há dois e aí encontramos deficiência". Amor é o fim das separações e dualismos. Esta lição aplica-se a nossa necessidade de amar nossos inimigos, como sugerido no [[evangelho-de-jesus:sermao-da-montanha:start|Sermão da Montanha]], e também aplica-se ao amor de Deus para conosco. Como, diz Eckhart, "dois não podem manter-se um com outro", porque em tal situação "um deles" seria forçado a submeter seu ser, então o mesmo vale entre Deus e as pessoas. Não somos dois em nossa relação de amor com Deus mas um. Não somos mais humanos mas divinos. Assim Eckhart usou a analogia do amor matrimonial para descrever como nosso amor — como aquele da vinha e das ramas — é com Deus. Se Deus é uma vinha divina e somos as ramas, também somos divinizados. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}