===== Jo 1,8 ===== [[.:start|PRÓLOGO DE JOÃO]] — ELE NÃO É A LUZ... Ele não é a luz, mas o testemunho da Luz. Erígena: [[medievo:eriugena:homilia:testemunha|Testemunha]] Jean-Yves Leloup: [[estudos:leloup:ej:start|Evangelho de João]] A relação de João Batista e do Cristo é frequentemente comparada a relação que existe entre a Luz e o Sol. A Lua não é fonte de luz, mas reflexo de luz. O Prólogo nos adverte deste perigo que consiste em tomar algumas vezes o reflexo pela luz, a tomar o Precursor pelo Messias, e se perguntará com efeito no Evangelho « se ((João Batista não é o Cristo ». Ao nível da experiência interior, pode-se tomar também o reflexo pela luz. Pode-se ter a ilusão e tomar signos precursores da realização pela Realização ela mesma: uma certa sabedoria, uma certa calma, uma certa claridade de espírito não são ainda a luz. Estas experiências são ainda — tomando as categoria de São Paulo — do mundo psíquico e mão do mundo pneumático. João Batista o dirá ele mesmo: « Não sou o Cristo ». E esta palavra magnífica: « É preciso que ele cresça e que eu diminua ». Tauler comentará esta palavra dizendo que o nome secreto de João Batista, é « Non Sum »: « eu não sou », enquanto o nome secreto do Cristo, é « Ego Sum »: « EU SOU ». Este « Non-sum » é a condição mesma para que se realize em nós a Presença do « Ego-Sum ». Esta experiência será vivida por Catarina de Siena, quando o Cristo lhe dirá: « Eu sou aquele que É » — « Tu és aquela que não é ». João Batista não é a Luz. Ele porta a luz. Sua presença é pura capacidade do Outro, como Maria — por sua humildade, sua virgindade interior, sua vacuidade, ele se fez « capax dei » = capaz de Deus. Ele porta o Dia. Sua face é marca de Sol.