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 +===== QUADROS =====
 +//[[..:start|THEOSOPHOS]] — QUATRO QUADROS DE DIVINA REVELAÇÃO//
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 +QUE triste conta têm a prestar aqueles cujas gargantas, como sepulcros abertos, corrompem com seu hálito, até onde alcança seu veneno, os mais eminentes dons de Deus nos homens que trazem Sua imagem? Se conhecessem o perigo disso, não poderiam deixar de tremer ao considerar como suas flechas envenenadas hão de retornar e cravar-se em suas próprias almas; contudo, alguns não temeram difamar maliciosamente este homem de Deus, profundamente iluminado. Um homem cujos escritos manifestamente parecem ter sido ditados pelo Espírito de Deus. E a Vontade de Deus foi feita regra de sua vida, resignando-se ele à Vontade divina, para nada querer e nada operar senão segundo a Vontade de Deus. Contudo, contra o Espírito deste homem piedoso, como se temessem um eclipse do esplendor vespertino deles pela luz diurna de seus escritos, alguns, especialmente entre as lâmpadas das seitas modernas, cuspiram seu veneno em imputações tão injuriosamente falsas e palpavelmente absurdas que nem a razão nem a religião, nem a prudência nem a piedade, poderiam fornecer motivo algum para isso, senão apenas o monstro de sua própria fragilidade. Assim o Príncipe do Ar cega os homens com o amor-próprio; de modo que, embora pareçam aborrecer a injustiça nos outros, eles mesmos podem precipitar-se temerariamente ao juízo antes de compreendê-lo, e alguns antes mesmo de terem lido uma folha de seus escritos. Ao passo que outros, que o estudaram seriamente e, com a bênção divina, muito compreenderam dele, podem justa e claramente demonstrar a verdadeira concordância de seus escritos com a Palavra de Deus na Santa Escritura, bem como a incompatibilidade deles com as seitas presunçosas, as doutrinas corruptas, tanto da própria época quanto das épocas anteriores, e todas as opiniões heréticas, quaisquer que sejam.
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 +Em relação ao estilo usual dos autores, sua linguagem pode parecer a alguns algo estranha. Assim também parecem os caracteres das letras às crianças, à primeira vista; e assim também parecem muitas expressões da própria Escritura aos ouvidos do homem natural. Além disso, ele procede muito por afirmação; não disputando, mas convencendo o erro; pois não recebeu seu conhecimento dos homens, nem dos princípios imperfeitos e falíveis das escolas, mas da verdadeira Fonte da Sabedoria e do Conhecimento. Tampouco escreveu, como a maioria o faz, por transcrições extraídas dos livros de outros homens; nem seus ditames foram produções de sua própria fantasia, mas procederam por influência divina e, segundo sua própria expressão, de seu livro de três folhas, que a mão de Deus abrira nele; no qual encontrou o conhecimento não apenas de tudo quanto Moisés, os Profetas, Cristo e os Apóstolos ensinaram na Sagrada Escritura, mas também de todos os Mistérios no Céu e na Terra, como ele mesmo afirma em muitos de seus escritos.
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 +Ele possuía o conhecimento daquele maravilhoso Mistério, que contém os segredos de toda a Criação: a Linguagem da Natureza; e isso em sua língua nativa, pela qual o próprio Nome de cada coisa lhe dava clara inspeção da natureza dela. Esse conhecimento Adão possuía em sua inocência, mas, por sua queda, o perdeu; caso contrário, teria sido compreendido, como afirma nosso autor, na língua de cada nação. Ora, aos incrédulos, se ao menos pudessem sondar suas profundezas, bastaria propor-lhes esta pergunta: se a arte ou a natureza alguma vez produziram, ou poderiam produzir, conhecimento tão sublime, conhecimento tão puro e distinto dos mistérios mais elevados, sabendo-se que, após consulta a seus pensamentos sérios, teriam de pronunciar a negativa. Mas há uma ignorância maliciosa que se apossa de muitos, pela qual condenam todas as coisas que estão acima de sua esfera e depreciam nos outros aquela excelência que excede a medida de sua própria compreensão: não é necessário ir longe em busca de prova ou exemplo. Todas as coisas estão cheias desses tais. Eles se encontram por toda parte.
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 +Acerca do tratado seguinte, ele contém quatro tabelas com sua explicação; nelas se pode ver, por um olho espiritual, o fundamento e a base de todas as obras do autor e de profundos mistérios. Sim, ali também se decifra claramente aquela Cabala secreta dos antigos Rabinos, tão buscada e tão raramente encontrada. Essas tabelas, com efeito, contêm a suma de todos os escritos do autor; de todo o seu conhecimento; de tudo quanto há no Céu e na Terra; sim, de todos os mistérios mais elevados que o homem, nesta vida, é capaz de conhecer. A primeira tabela, como raiz, inclui brevemente as demais; as outras três são ramos da primeira, e todas juntas são propriamente chamadas de um A, B, C, isto é, uma introdução, a tudo quanto o autor escreveu. Em uma palavra, o tratado seguinte é anexado não impropriamente ao Mysterium Magnum: pois os capítulos daquele livro não são apenas introdutórios a alguns dos primeiros, mas também uma excelente ilustração destas tabelas; nelas o leitor piedoso, mediante a devida busca, poderá felizmente encontrar, ao que bate será dado, um tesouro maior do que o mundo pode oferecer, e isso para sua infinita satisfação; que cordialmente se deseja que ele obtenha, juntamente com a Vida, a Luz e o Amor de Jesus Cristo.