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estudos:hugo-rahner:jogo
Homem Lúdico
HRHL
Prefácio de Walter Ong
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A relevância contemporânea do conceito de jogo
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Preocupação global moderna com a liberdade, frequentemente entendida de forma combativa e austera
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Mundo do jogo como reino da liberdade pura: atividade por si mesma, espontaneidade, realização desinteressada
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Dissociação moderna entre liberdade e jogo, levando a uma percepção do jogo como inconsequente, indigno do adulto, infantil
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Necessidade de reavaliar o jogo como elemento constitutivo fundamental da vida humana
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Origem comum e polarização dialética entre trabalho e jogo
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Situação inicial do lactente: atividade indiferenciada onde desenvolvimento, aprendizado e vida são máximos, simultaneamente Spass e Ernst
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Termo latino ludus encapsulando essa unidade primária: significa tanto 'jogo' quanto 'escola'
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Diferenciação posterior das duas atividades, que permanecem em dependência mútua e se definem por contraste dialético
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Definição aparente: trabalho é o que não é jogo, e jogo é o que não é trabalho
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Reversão paradoxal nas situações de pico: os melhores jogadores são profissionais (para quem o jogo é trabalho) e os melhores trabalhadores são aqueles para quem o trabalho é uma espécie de jogo
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A liberdade intrínseca ao trabalho humano autêntico
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Trabalho verdadeiramente humano como realização de potencial, efusão de atividade que brota de fonte imanente
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Expressão de liberdade e alegria, análoga ao jogo
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Diferença primária não reside no esforço, mas na origem das regras: no jogo, as regras são estabelecidas ou livremente aceitas pelos jogadores; no trabalho, as regras são impostas pela própria realidade, pelo 'modo como as coisas são'
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A imitação (mímesis) como essência do jogo e porta de entrada para o real
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Jogo como imitação, como 'arte'
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Para o ser humano, a arte é essencial para apreender a realidade: aprende-se o que a realidade é através da imitação
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Exemplos: a menina que 'brinca de casinha' aprende a ser mãe; o professor começa a ensinar ao 'atuar' como professor
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Rigidez das regras do jogo como imitação artificial da rigidez da realidade, tornando o jogo sério, 'de verdade' à sua maneira
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Paradoxo: as regras de um jogo podem tornar-se mais rígidas do que muitas na vida real (ex.: árbitro versus juiz)
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A ubiquidade do elemento lúdico na cultura e nas atividades humanas sérias
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Jogos, peças teatrais, literatura, arte, música, balé, pintura, escultura, arquitetura: todos são formas de jogo
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Aumento do lazer na sociedade tecnológica exigindo que se leve o jogo mais a sério
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Mistura do elemento lúdico em todas as atividades laborais
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Axioma popular: a vida é um jogo
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O elemento lúdico (termo de Huizinga) parece aumentar à medida que uma atividade se torna mais séria
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Exemplo paradigmático: a 'corrida espacial' entre grandes potências como agon estilizado, evento esportivo
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Fundamentos teóricos e implicações teológicas do conceito de jogo
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Contribuições de Johan Huizinga, F. J. Buytendijk, G. von Kujawa
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Pertinência para a teologia cristã, preocupada com um Deus que é Bom e, portanto, 'difusivo de Si mesmo'
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Atividade divina como espontânea e livre, dando existência e redenção às criaturas, que são assim resultado de seu jogo
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Contraste com os deuses pagãos que, segundo Plauto e Shakespeare, 'fazem esporte com os homens' de maneira sinistra
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O Deus verdadeiro: seu jogo é a doação da vida, pela criação e pela redenção
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A contribuição de Hugo Rahner: o jogo como chave hermenêutica para a liberdade divina e humana
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Uso do conceito de jogo como meio para o historiador das religiões explicar a liberdade dos filhos de Deus
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Atividade de Deus para com e em toda a criação análoga à atividade germinal e indiferenciada da criança: simultaneamente trabalho e jogo, aplicação séria e atividade espontânea por si mesma
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Consequência cristológica e antropológica: só os que 'se tornam como crianças' podem entrar no Reino dos Céus
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Na vida natural da criança, a junção entre trabalho e jogo é frágil e destinada a se separar; em Deus, tal separação nunca ocorre: sua obra é sempre jogo, no sentido de ser sempre alegre, espontânea e completamente livre
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Realização de Rahner: reunir e interpretar, com verdadeira imaginação histórica, observações até então dispersas sobre o sentido do jogo na ascese e na devoção
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O amor refletido pelo jogo evidenciado neste volume como um sinal auspicioso para a nossa era
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